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O acto de constituição da Fundação Solheiro Madureira, decorreu no dia 5 de Dezembro de 1992 na Casa-Museu Marieta Solheiro Madureira, na presença do Governador Civil de Aveiro, Dr. Gilberto Parca Madaíl, dos Presidentes das Câmaras Municipais de Estarreja e Murtosa, Dr.ª Maria de Lurdes Breu e Augusto Leite, do Bispo Resignatário de Quelimane, D. Francisco Teixeira e do Notário Dr. António do Amaral Marques.

A Fundação, que viria a ser a herdeira do Dr. António Madureira após a sua morte em 16 de Março de 1996, “(...) tem por principal objectivo a manutenção e conservação da Casa-Museu Marieta Solheiro Madureira, cujo recheio é constituído por um vasto conjunto de obras de arte que recolheu ao longo da vida e que, com vista ao seu desenvolvimento cultural, colocou ao alcance das populações dos concelhos de Estarreja e Murtosa, exprimindo assim a sua gratidão por todas as atenções recebidas durante os longos anos da sua permanência nestes concelhos (...).”

Os seus Estatutos foram publicados em Diário da República, III Série, n.º 21, de 26 de Janeiro de 1993.

Desde então, muitas outras pessoas foram passando pela Casa-Museu, algumas das quais registaram a sua presença, como foram os casos do Prof. José Hermano Saraiva, em 1993, que produziu um programa televisivo (Brumas da Memória) sobre Aveiro, no qual fala detalhadamente desta Casa-Museu e entrevista o seu fundador, então ainda vivo, e da Dr.ª Simoneta Luz Afonso, que após a visita à Casa, em Março de 1999, teceu elogios de grande apreço pelos ideais do fundador.

O reconhecimento da Fundação pelo Ministério da Administração Interna, foi efectuado por despacho de 13 de Fevereiro de 1997, sendo o mesmo publicado no Diário da República, II Série, n.º 68, de 21 de Março do mesmo ano e rectificado no Diário da República, II Série, n.º 112, de 15 de Maio do mesmo ano.

Por esta altura, foi aberto concurso para admissão de um técnico-superior na área de Museologia, que viria a ingressar no quadro em 1 de Outubro de 1997.

Começou então um processo de adaptação e de melhoria das condições museológicas das colecções, que ainda decorre, e a organização de eventos culturais em parceria com as Câmaras Municipais de Estarreja e Murtosa.



 


Desde 1998, esta Fundação tem levado a efeito obras de conservação em grande parte do seu património existente nos concelhos de Lisboa e Murtosa, de forma não só a preservar os seus bens imobiliários, como também a aumentar as suas receitas através de arrendamentos mais vantajosos.

Recentemente, a Fundação, viu já a sua actividade reconhecida pela Presidência do Conselho de Ministros, ao ser-lhe atribuído o estatuto de Instituição de Utilidade Pública por despacho de 22 de Outubro de 1999, publicado no Diário da República, II Série, n.º 247, de 26 de Outubro de 1999.

Desde Agosto de 1999, a Casa-Museu que remonta à década de 40, encontra-se encerrada ao público devído a obras, visto encontrar-se a necessitar de uma intervenção urgente devido a infiltrações, fissuras, problemas eléctricos e outros. Assim, a Direcção resolveu proceder a obras de fundo no imóvel, que passam por o adaptar e tornar numa melhor oferta museológica. Nesse sentido, para além de ter levado um telhado e uma rede eléctrica novas, foram reparadas as suas fissuras; foi pintada exterior e interiormente, a segunda das quais com tintas de água; foi revista a rede de águas e telefones, foram retiradas as alcatifas e papeis de parede devído ao estado em que se encontravam e como forma de reduzir os perigos relacionados com incêndios; foi instalada uma rede completa anti-intrusão e outra de detecção de incêndios, assim como um sistema fechado de televisão que permite um controle efectivo sobre todas as salas visitadas; estão a ser instalados desumidificadores e termo-higrógrafos, de forma a estabilizar a ambiência das peças, etc.

A família  LINHARES VIDAL, representante legítima do bem cultural, datado de 1912, da autoria de Columbano Bordalo Pinheiro, procedeu no passado dia 31 de Outubro de 2007 ao seu depósito na Casa-Museu Marieta Solheiro Madureira.

Com este gesto, a colecção da Casa-Museu ficou mais rica, estando desde essa data a obra exposta ao público. A Direcção da Fundação agradece à família e convida a uma visita á Casa-Museu.


 

Apresentamos de seguida os documentos contabílisticos e legais relativos ao exercício da Fundação:

Código de Conduta

Estatutos

Escritura

Ato de instituição e Reconhecimento

Estatuto de Utilidade Pública

Relatório de contas

Pareceres do Conselho Fiscal

Património inicial

Apoios do Estado:

Desde a sua fundação, a Fundação Solheiro Madureira nunca solicitou ou obteve qualquer apoio do Estado ou de qualquer autarquia, vivendo sempre de meios próprios.

Lista de Colaboradores da Fundação:

Delfim dos Santos Bismarck Álvares Ferreira, historiador e conservador de museu



 





	  
	  
Presidente - Diamantino Manuel Sabina 
Vice-Presidente – Rui Esteves Solheiro
Secretário - Januário Vieira da Cunha
Tesoureiro - João Carlos Teixeira Alegria
Vogal - Fátima de Jesus da Silva Arede





	  
Conselho Consultivo

Presidente – Joaquim Manuel dos Santos Batista
Vice-Presidente - Isabel Maria da Conceição Simões Pinto
1.º Secretário - Vera da Conceição Santos de Almeida Gomes de Albuquerque
2.º Secretário - Manuel Arcêncio da Silva
Relator - Manuel da Silva Sebolão Conselho Fiscal

Presidente – Daniel Henriques de Bastos
Ana Paula da Cruz Almeida
Luis Ricardo Cascais Verde




Maria Amélia Fragoso Valente