Após o falecimento de D. Marieta Solheiro Madureira, ocorrido em 23 de Maio de 1985, o Dr. António Madureira decidiu adaptar a sua residência em Casa-Museu, dedicando-a àquela que foi o seu grande amor e sua companheira de sempre, “(...) doce lembrança em memória e sufrágio de quem foi a sua obreira mais diligente e mais obscura. (...)”

 

Esse sonho fez com que em 1987 já existissem indícios de tornar a casa num Museu e, a partir de Maio de 1988 a Casa-Museu abrisse oficialmente as suas portas ao público.

A vontade e a determinação de perpetuar o nome de D. Marieta, fez com que o Dr. António Madureira formalizasse a constituição de uma Fundação com os apelidos do casal, o que viria a acontecer pouco tempo depois.

O espólio da Casa-Museu, “(...) é o produto de um lento e longo esforço - de mais de cinquenta anos - de um casal enamorado das Belas-Artes. É a prova viva do que podem valer a perseverança e o amor (...)”.

Um vasto conjunto de obras de arte, “(...) foram adquiridos ao correr da moda das últimas décadas de deitar fora tudo o que fosse velho e dos finais das guerras de Espanha e da 2.ª Mundial, o que proporcionou, aos amantes de artes e do bom gosto, raras oportunidades de adquirirem, nas melhores condições, muitas obras dignas de serem contempladas, isto é, dignas de serem defendidas e acarinhadas (...)”.

Ao longo dos anos, por aqui foram passando pessoas conhecidas do casal, algumas dos quais fizeram questão em deixar o seu testemunho no Livro de Honra da Casa, como foram os casos de: Prof. Fernando Pernes, Prof. Paulo Marques, Dr. Frederico de Moura, D. Francisco Teixeira, Dr.ª Ana Maria Lopes, e muitos outros.

A Casa-Museu entrou em obras em Julho de 1999, tendo em vista a sua adaptação a um espaço museológico de forma a garantir a salvaguarda do seu espólio, sendo as mesmas concluídas em Abril de 2001.

 


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